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ESET dá 5 dicas para cuidar da privacidade nos apps de relacionamento

Written by on 15 de junho de 2020

Mais e mais pessoas aderem ao uso de aplicativos de namoro, como Tinder, Happn, Bumble, Lovoo, entre muitos outros. Apesar da maioria dos apps terem uma interface relativamente segura, muitos dos milhões de usuários desses aplicativos não param para pensar nas informações que adicionam ou nas possíveis consequências da publicação de dados pessoais disponíveis para qualquer usuário. Por esse motivo, a ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, explica a importância de avaliar quais informações são publicadas e quais são os riscos associados para torná-la uma decisão consciente.

Gerar um perfil no Tinder é muito simples, basta vincular a conta a uma conta do Instagram ou Facebook. É importante lembrar que estas redes sociais armazenam fotos e informações pessoais relacionadas a gostos e interesses que talvez você não queira compartilhar.

Exemplos das informações que os usuários do Tinder mostram publicamente após o preenchimento de seus perfis

Os usuários devem estar cientes dos riscos associados à publicação de informações pessoais, pois nunca sabem o que pode acontecer com elas ou como as utilizam. Os dados coletados pelo aplicativo são suficientes para que cibercriminosos criarem truques como ataques de phishing direcionados ou engenharia social.
“Embora seja questionável o manuseio dado às informações pessoais dos usuários por essas plataformas, isso não exime as pessoas da responsabilidade com relação ao cuidado com seus dados , pois é o usuário que acaba fornecendo-os. A educação e a conscientização são importantes para entender o valor das informações e, portanto, protegê-las adequadamente”, diz Camilo Gutiérrez, chefe do laboratório de pesquisa da ESET América Latina.

A ESET apresenta uma série de dicas a serem implementadas ao interagir por meio do seu perfil em aplicativos de namoro, a fim de cuidar da privacidade na rede:

Nome e idade: é preferível usar um pseudônimo e não o nome completo, pois é muito fácil “pesquisar” alguém na rede pelo nome e sobrenome.

Universidade ou centro de estudos: procure não fornecer esse tipo de informação em seu perfil, pois normalmente, as instituições têm grupos ativos de mídia social, onde é relativamente fácil encontrar seus membros e colegas.

Espaço descritivo do usuário: evite informações desnecessárias neste espaço. Muitas pessoas divulgam fatos que as expõem consideravelmente, como número de telefone celular, perfis públicos para outras redes, etc.

Trabalho e tipo/local de trabalho: a menos que você esteja procurando intercâmbios profissionais, não é aconselhável adicionar essas informações a um perfil. esse é um ponto delicado, porque, embora as pessoas se sintam mais confortáveis ao ver as fotos do outro por meio de uma rede social, como o Instagram, também é verdade que muitos usuários usam rede publicamente. Por isso é recomendável evitar o uso de perfis públicos, ainda mais se o perfil for vinculado a outros aplicativos, como o Tinder.

Pré-visualização do perfil do Instagram: esse é um ponto delicado, porque, embora as pessoas se sintam mais confortáveis ao ver as fotos do outro por meio de uma rede social, como o Instagram, também é verdade que muitos usuários usam essa rede publicamente. Por isso é recomendável evitar o uso de perfis públicos, ainda mais se o perfil for vinculado a outros aplicativos, como o Tinder.

 

“Geralmente, não faz sentido publicar informações sobre o trabalho que temos ou faculdade em que estudamos. Evitar esse tipo de dados pode diminuir as chances de um cibercrime . Seja como for,é fato que muitas plataformas solicitam uma grande quantidade de informações de seus usuários e as inter-relacionam com outras plataformas. Se adicionarmos todos os dados, muitas informações são obtidas e muitas vezes é difícil para os usuários discriminar que tipo de informação é mais sensível que o outra. Tomar as precauções necessárias para cuidar de nossos dados nos permitirá desfrutar da Internet com segurança”, conclui Gutiérrez.